PALAVRAS SOBREVIVENTES
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José,zé, Antonio, Zé. Talvez o sentir seja o umbigo aconchegante de todo o plasma sufocante deste mar de acasos. A necessidade se solve com a sutileza do perigo aconchegante. Sigilo se faz por si neste sobreviver de suspiro de movimento, de carinho e de sensação. Representado pela palavra. A palavra sobrevivente... Icq:153127397 zeabrcast@yahoo.com.br

John Melvin Bibi Madjer Déa Pérola Cold Poetry Fribi Fernanda Silly Rabbit Paulinha Julie Luna Vander Bela Em Manutenção Lamparinas Apagadas
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008


tantas coisas
tanto amor, tanto dor, tanto tudo
tanta cor desse mundo
tanta vida que mistifica
tanta alma que alucina
tanta coisa que não dá
que não dá
não dá pra sair sem pensar
pra pensar sem viver
sem viver ou perceber
que há coisas que nunca acabam
e nunca cessam
mas muita vida acaba
como a própria vida
e com a nossa vida
quando vivemos tanto
e tão forte pela vida
que a dor é certa
entra e sai e desce
como se nada tivesse no chão
mas para ver o céu lá em cima
num silêncio de sempre
mesmo que ninguém te ouça quando você grita



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Domingo, Agosto 24, 2008


Amor meu grande amor, toca o telefone e não sai musica. Porque tudo que foi feito em dois anos de nascimento do mundo eram horas de prazer sem uma felicidade decente. Eis que joguei no chão um pedaço da grana que guardava no bolso. Era nada mais do que não foi de mim. Nada foi o que deveria ser, eu sentia uma leveza constante. O sabor da droga era o tempo sem horas contadas ou impossíveis de se contar. Meio escroto esse papo, mas o futebol tinha acabado e o mengão perdeu, o que eu podia fazer? Dizer que não presto e largar o meu coração no sofá. Talvez lá fora tivesse um terreiro de macumba e eu tomava cachaça de graça. Engolia com todo o prazer de quem só sabe dizer "obrigado". Deus tava atolado de contas para pagar. O meu trabalho era um coração partido. Sem um Partido para me consolar eu era um zero à esquerda. Aí que a poesia era mais forte que mil teorias e um canivete bastava para eu me defender...





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