PALAVRAS SOBREVIVENTES
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José,zé, Antonio, Zé. Talvez o sentir seja o umbigo aconchegante de todo o plasma sufocante deste mar de acasos. A necessidade se solve com a sutileza do perigo aconchegante. Sigilo se faz por si neste sobreviver de suspiro de movimento, de carinho e de sensação. Representado pela palavra. A palavra sobrevivente... Icq:153127397 zeabrcast@yahoo.com.br

John Melvin Bibi Madjer Déa Pérola Cold Poetry Fribi Fernanda Silly Rabbit Paulinha Julie Luna Vander Bela Em Manutenção Lamparinas Apagadas
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Quarta-feira, Julho 02, 2008


a poesia é dura como uma rocha
não há rima que amoleça
dura como a vida
que por ela é entorpecida
a poesia é dura
sem figura
tem que pisar e se furar descalço
sem paixão, só desespero
a poesia é dura
e necessária
como a violência
ela é dura
e trágica
insuportável
como os Estados



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Segunda-feira, Junho 16, 2008


eu tentei botar aqui uma musica
mas ela não conseguia explicar os calafrios que sentia nas costas
é melhor ficar ouvindo o som como um estúpido passarinho
e pedir vergonha a Ian Curtis...
mas o que eladizia pra mim
pra mim?
não só pra mim, mas o que ela dizia?
maldita poesia, estraga todos os momentos

atravessando os momentos, sem nenhuma emoção
eu espero você


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o seu pai me disse que eu devia arrumar um emprego
mas aí eu disse que vou pensar
e fui trabalhar
com a maior preguiça nas costas



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Quarta-feira, Maio 21, 2008


depois vou pensar em algo melhor
só penso em coisas que os outros não devem saber... ¬¬



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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008


o católico, cheio de pestes e doenças, acordou o frankstein
mais saudável e bonito, todo imbecil e feliz
o católico, coitado, cheio de amor para dar e receber
se converteu para a dor
seu coração vulnerável e doente se transformou em 10 mil bombas atômicas
assim o católico pôde dormir em paz
quando as crianças pararam de berrar de tanta dor depois de morrerem queimadas



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Segunda-feira, Novembro 12, 2007


Era uma paródia da vida cotidiana... aquela que se vê na novela. Paródia de novela. Então a novela era paródia de quê? Nunca se viu algo tão inexplicável, carente de explicação e desnecessário explicar. Sentir... Algo que você pode comprar em cada esquina, mas sabe que não tem preço. Tipo uma caneta bic ou um baile funk. Extremamente banalizado, mas chega um momento que você acorda diferente e tudo mudou. A musica chata da rádio é admirável a ponto de se achar que nunca se ouviu ela. A moeda de 10 centavos se torna diamante. Tudo que estava ali parece nunca ter estado lá. Não são 24 horas, são treze minutos somente. Ou um pouco mais que 365 dias. Você só tinha se apaixonado pela vida, nada mais do que isso. Tudo aconteceu simplesmente por que sou frio e calculista.



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Quinta-feira, Agosto 30, 2007


morte ao partido leninista, a organização especifica anarquista e a todos os liberais! Que os pequeno burgueses intelectuais queimem no inferno... pois o inferno é aqui...
que os organismo de massas governem com punho de ferro e soberania contra essa burguesia e essa patria, esse Estado que não nos contempla!
pela liberdade sem limites
pela poesia incontrolável
pelo amor e ao ódio que não cessam de existir!


Utilizar dentro dos “direitos humanos” e “direitos constitucionais”o ideal democrático e levar até a ultima conseqüência as conquistas da desobediência civil e as formas como a sociedade burguesa destroi os direitos mais legítimos da humanidade. Graças ao direito de resistência e sua utilização da desobediência civil que as coisas avançaram na sociedade. Todavia a modernidade, a republica e a civilização global mostram uma outra fase de violação de direitos humanos, apontando a uma crise sem precedentes à vida humana. Cabe a organização revolucionária levar essa crise à tona convocando a humanidade a tomar parte de suas vidas essa luta. Tendo a plena consciência da necessidade de superação dessa ordem social e civil. As lutas contra o mal estar devem tomar o plano terrestre.
Que as lutas das mulheres, dos jovens, dos negros, indígenas, homossexuais, loucos e ecologistas tomem proporções gigantescas para que a contestação seja geral. Nenhuma opressão esta isolada, nenhuma é unilateral. A questão do racismo não maior que outra, que não é maior que a homofobia, que não é maior que o machismo, que não é maior do que apocalipse ambiental e que não é maior do que a padronização consumista. As mulheres devem lutar pela sua emancipação perante ao mundo machista estando lado a lado com a luta contra racismo que massacra jovens negros e pobres. A luta pela libertação animal deve estar unida à questão camponesa, à luta contra o massacre ambiental que sofre todas as espécies vivas do mundo perante ao capitalismo. A luta ambiental deve compreender seu caráter anti-capitalista, As pessoas devem compreender que o responsável pela degradação ambiental é o capitalismo com seu Estado, suas empresas e sua ordem econômica. As pessoas não devem ficar refém das acusações que as empresas e a mídia fazem de que a preservação ambiental depende da vontade individual das pessoas, fazendo se submeter a controles de reciclagem, racionamento de água e produtos, dizendo que a culpa é do “povo que é burro”. Tirando a culpa principal que é das empresas e da ordem econômica e social capitalista. A luta homossexual não deve se separar das lutas sociais, ficando refém do consumismo e do oportunismo de ongs e empresas que exploram e promovem homossexuais de classe alta, marginalizando a opressão maior que sofrem os homossexuais pobres e trabalhadores. Vivemos num Estado atrasado, Clerical e machista, que criminaliza o aborto, considera o sexo anal como doença e ainda coloca Religião nas escolas publicas como matéria obrigatória, marginalizando mais ainda os estudantes homossexuais, em vez de dar o devido poder e respeito que devem ter os homossexuais e mulheres de amar e viver em seu corpo como quiserem.
O povo proletário tomar o poder não significa uma massa unânime pedindo em coro único a Revolução. Significa uma explosão caótica de inúmeros levantes plurais e apocalípticos. Negar isso é sonhar com uma falácia ou ser cínico a ponto de empurrar goela abaixo um projeto de sociedade. Rechaçar qualquer projeto de revolução onde o individuo é engolido pelo coletivo. Não mais multidões, massas amorfas, mas sim populações ativas e coletivos enfurecidos. Jamais pedir um comando geral cristalizado e burocrático. As massas devem estar apaixonadas, os indivíduos devem estar em ressonância.
Pela união da micro-física do Poder com o Materialismo Dialético, pelo misticismo popular.
Pela ação total das milícias populares. A burocratização nega o poder popular. Deve-se combater a brutalidade e toda a forma de micro-facismo. Deve-se atingir os corações humanos. O desejo e o ódio teleguiado devem tomar as praças de guerra com as barricadas festivas. A organização revolucionária deve empurrar a total inversão de valores. Que jovens com nariz de palhaço e vestidos de saia executem os delegados de polícia. “Existe algo de podre no Reino da Dinamarca”, isso a organização deve levar profundamente a serio. O mercado de anti-depressivos cresce rapidamente, o suicídio também, a resposta contra isso não esta somente na tomada de produção. O povo deve tomar o poder e para isso deve destruir a estrutura de poderes que guiam as reproduções dos valores autoritários e capitalistas. A razão científica não é legítima, pois o desejo e a prática devem guiar a ação revolucionária. O movimento e a organização devem driblar a sociedade e combatê-la como um formigueiro mata um rinoceronte.
Que a movimentação subterrânea tome de assalto os poderes, que hordas de bandos organizados ataquem sem esperar explicação, sem medo dos excessos. Que os loucos dos manicômios, as religiões pagãs, as malabaristas, os feiticeiros, as espiritualistas, os comediantes do sinal, os malandros e os sem razão de existir superem a culpa cristã, o cientificismo ateu, a estatística e os códigos de barra. Que pais de santo e ciganos amaldiçoem burgueses e opressores com pragas. Que venha o novo apocalipse. Pela ressurreição de Antonio Conselheiro e São Sebastião. Que Jesus vingue sua morte com a decapitação de Bispos e Papas, que ele queime as Igrejas que massacram o povo. Que o punk rock, o baile Funk, o rap e rodas de capoeira tomem as universidades e escolas. Que a educação integral fortaleça a luta pelos espaços públicos. Pela educação do povo para o povo.
Pela Revolução. Que jamais haja crianças chorando em silêncio nos cantos. Que nenhum homossexual se cale por não poder amar em paz. O processo revolucionário deve garantir o espaço público e livre, extinguido pelo avanço da globalização capitalista. Não queremos mais “shoppings centers” como espaço de confraternização. Queremos crianças no poder, a imaginação deve guiar nossos corações e nossa política. Não mais um mundo de mentiras, pelo espaço publico e livre de acordos institucionais e financeiros.
Por mundo onde a morte não existirá mais, ela será algo normal, cotidiano e digno, pois é pelo aprendizado das formas de matar que o proletariado e o oprimido se libertam. Crianças não temerão mais a morte, pois elas não a enxergam. Elas jogarão futebol com os crânios do secretário de segurança pública, do Ministro do Trabalho e do dono de ações da Nike.
Que nomes como Nechaev, Ravachol e Emile Henry sejam lembrados. Esses dignos anarco-terroristas que executavam empresários, bispos e políticos devem ser um exemplo melhor e mais exaltado do que as atuais aberrações anti-semitas e fundamentalistas. Pois a paz no oriente médio só virá com a paz entre judeus e árabes e com a abolição de todos os Estados.
Ao mesmo tempo a violência será lamentada e nunca exaltada. A violência é sempre algo terrível e um mal a ser destruído. Todavia, ela se perpetua ainda mais exatamente pela passividade do povo, pela violência psicológica, pela depressão e pelo vazio existencial. O amor, o desejo e a solidariedade devem guiar a existência humana, libertados pela violência da resistência e pela ofensiva popular. A subjetividade não deve ser destruída pela violência da revolução. A violência revolucionária deve ser o único comprimido que a humanidade irá tomar. “A guerra popular revolucionária deve ser a guerra para acabar todas as guerras”. Não mais a idéia de um Estado Revolucionário, um estado latente de violência monopolizado por uma Camarilla, uma Máfia militar. Essa violência deve ser decidida pelo objetivo poder popular e pela vontade subjetiva de acordo com os conselhos populares. Organizados em milícias e exércitos populares de forma não hierárquica.
A subjetividade e o desejo devem guiar o processo revolucionário, garantidos pela disciplina forte e organizativa. Não será uma disciplina feita de cima pra baixo, por um partido, mas feita de acordo com as moléculas revolucionárias em luta. Nisso a organização revolucionária deve ser aprimorar, incitando uma série de explosões pelo mundo. Que o tão famigerado “esquerdismo” seja lembrado pela extrema vontade popular. Guiados e organizados estrategicamente com as alianças entre os setores em luta: indígenas, favelados, operários, presidiários, sem-tetos, camponeses sem-terra, trabalhadores rurais, jovens, artistas, camelôs, etc. Essas alianças devem garantir os processos em luta, sendo horizontais e livres de acordos e traições de setores burocráticos, institucionais e burgueses. Sendo assim, a vontade e a necessidade popular irão guiar as rebeliões pelo mundo.



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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007


não se sabe muito o que dizer quando você não quer falar merda...
Às vezes é melhor falar merda



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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007


Por que eu prefiro quando eles morrem



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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006


Meu filho
não tenha medo, pois Deus está distante e eu estou aqui pra dizer que tudo mais está também.
Mas quem irá te proteger? Essa é uma pergunta desconsertante. Não tenha medo, pois sempre vou estar aqui. Em todo lugar que precisar de mim. Quantas atrocidades você viu hoje? Não se preocupe, pois elas estão aí. Elas estão aí para te acompanhar, para te fortalecer, mesmo que alguma hora você se engane demais como um idiota. Elas são o que são. As maiores barbaridades da existência. Não se desespere, não se sinta sozinho. Pois elas são sua única companhia.



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Sábado, Dezembro 09, 2006


Engraxate

Não tinha muita noção pra qual público que olhava, ou a quem o via. Não sabia. Será que era bom saber? Era tempo de gangsta, grafite, pelo menos em sua imaginação. Mas o importante era seu ponto alto. Aprendeu a brincar de ponto alto num filme de hollywood. Qual a melhor coisa do dia? a própria conclusão que se podia parar pra pensar numa coisa muito foda, o ponto alto. Repetia frases de amigos e ídolos em sua cabeça, pra não esquecer ou se manter na reta. Outro dia a professora disse sobre Durkheim, que a forma perfeita de vida é a melancolia e isso era defendido. Talvez se a melancolia fosse defendida o rock'n'roll dominaria o mundo e não haveria mais polícia, será? Só queria dizer a sua opinião. Deixa pra lá, pois melancólicos não jogam pedras em vidraças. Uma vez percebeu que só queria amor e mais nada.
Mas o que era amor? Essa porcaria que nossos pais nos dão?
Mamãe dizia que amava todo mundo, e muitas prostitutas do "Barbarellas 7" também. Coisa linda, que a gente encontra todo dia. Estado natural das coisas. Nenhuma novidade.
O amor era impossível de existir, mais fácil pensar assim. Mata todo mundo logo! Assim como Deus fez o milagre da bomba atômica. Assim fez na sua escola, na sua casa e no seu bairro.
Não.
Ele era covarde, será? Seus amigos o chamavam assim... Aí aproveitavam e sentavam a porrada. Já o chamaram de sensível, mas às vezes achava que era covarde. Não revidava, pois achava melhor assim. Era uma dor muito grande, não era hora pra tanto caso.
Deus fez tudo assim. Não tinha tempo porque era dia de jogo no Maraca...
As coisas eram complexas porque se fossem simples seriam muito piores.
Viver dói, mas aí a gente prossegue como se fosse um terreno baldio ou texto chato para ler. Ele não tinha muita coisa pra dizer, mas um gritinho meio de viado era urgente. Aqueles que quem visse ia lhe dar uma surra e mandar virar homem. Um lugar perfeito para isso era no sexo ou em um terreno abandonado.
Parecia que a atmosfera ia cair, ele forjava situações para o público manter a atenção. Não perdia a pose, tentava, mas aos poucos pedia uma redenção, uma coisa mais frouxa. Que o público gargalhe, mas consciente e sensibilizado de cada coisa do mundo. Ele queria acreditar que cada coisa do mundo merecia ser abraçada.
Mas as coisas do mundo não se abraçam e nem tem sentido. E vinha a ausência.
Coisa que parecia aqueles velhos horrorosos que tomam uísque. Mas qual a imagem perfeita?
Qual a posição perfeita?
Não tinha violinos, e a musica fica chata sem eles. Era a musica da vez, o hit underground. Seria maravilhoso se as pessoas gostassem de suas musicas mesmo se elas não fossem boas... Não por ele, mas pela musica.
Mas não era assim, a musica precisava ser boa e ele tinha que aceitar isso. Pois ninguém tinha culpa de nada... ele tinha que aceitar isso.
Era a proteção, a poesia, mas ela nunca estava ali. A poesia era perfeita e precisava ser amada de verdade. Mas ela doía, era melhor apagar da memória. Existia, mas não estava em escritas, e quando estava ficava uma merda. Era melhor destruir... pois a poesia não se pode botar em um pedaço de papel. O maior crime é a escrita. Mas que droga, tanto esforço pra aprender a ler...
Não fazia muito sentido no esforço, mentiram para ele. Foi dar um mergulho numa pedra de crack, se despediu do público que não faz poesia só por que ela causa dor.



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Quinta-feira, Outubro 26, 2006


Eu só queria libertar a humanidade de 5 mil anos de opressão.
Será que agora você me devolver a minha poesia? As coisas não estão baratas aí fora.



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Terça-feira, Setembro 26, 2006


Nada como um bom rock' n 'roll para degolar a mente:

Porra, cade a emoção rapaz? É preciso mais! Eu quero mais! Não tenha vergonha de pedir mais! Nina por coragem e amor à liberdade desafiou a União Soviética e a solidão! É preciso mais do que isso aí... Vamos lá, eu sei que você pode. Chegue ao fundo do poço... Mas o que vai acontecer conosco? Eu não sei. O importante é ser feliz



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Sábado, Agosto 19, 2006


E gritos de solos de guitarra bravejantes resgam o sol. Sou xiita demais para te revelar meu sonhos... Quando souberem não vai ser legal. Conta um sentido que eu te conto outro



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Domingo, Abril 23, 2006


Quando acordar... quero que me lembre. De agradecer aos hippies e pacifistas por mais um dia de violência.





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